GEUBS
REALIZA
VIGÍLIA
NO
LITORAL SUL DE SÃO PAULO
Texto
de Homero Juliano Filho
No dia 20 de maio de 2000, os integrantes do GEUBS realizaram vigília de
campo no Distrito de Ana Dias, município de Itariri, já nos limites da reserva
ecológica Itatins-Jureia, litoral sul do Estado
de São Paulo. Apesar das condições atmosféricas não estarem ideais no princípio,
os participantes puderam observar um fenômeno inexplicado, no momento objeto de
estudo e análise por parte do grupo. Chegamos ao local por volta das 18:00
horas, com o tempo fechado e já escuro. O local escolhido foi indicado pelo
escritor deste artigo, que, por ser de sua propriedade, é profundo conhecedor
do local. Trata-se um pequeno platô, que se destaca na paisagem, localizado há
aproximadamente 10 KM após Peruibe, `as margens da Rodovia Padre Manoel da
Nobrega, e na distância de aproximadamente mil e quinhentos
metros das encostas da Serra de Itatins, no local conhecido na região
como “ Dedo de Deus “ .
Guiando o grupo, no momento em que chegamos ao cimo do elevado, pude
observar, imediatamente, uma luz totalmente estranha à paisagem, como que
pairando a pequena distância da encosta da Serra, bem em linha reta à nossa
frente, e, conforme já salientado, a uma distância aproximada de 1.500 metros.
Apresentava uma intensidade fraca, numa tonalidade amarelada. Entretanto,
decorridos alguns segundos, a luz ganhou grande intensidade, assumindo uma cor
azulada, destacando-se agora sobremaneira na paisagem. O fenômeno durou, neste
primeiro momento, aproximadamente uma hora, com movimentos muito lentos, em
sentido ascendente e descendente, sem percorrer grandes distâncias. Outra
característica que apresentava era a mudança de tonalidade e de intensidade,
variando muito entre o azul e o amarelo, com lampejos de vermelho. Em
determinado momento, a luz simplesmente desapareceu, voltando a manifestar-se
aproximadamente uma hora depois, sendo que neste intervalo durante umas duas ou
três vezes apenas emitiu fracos lampejos. Passado este tempo, a luz voltou a
aparecer com grande intensidade, em tonalidade vermelha, logo passando ao
amarelo, e fazendo movimentos laterais bem perceptíveis e mais rápidos, uma
vez que tomávamos algumas particularidades do relevo como pontos de referência
( árvores, grandes pedras e o próprio contorno da Serra contra o céu, que a
esta altura já estava apresentava poucas nuvens, deixando aparecer uma lua
quase cheia ). O fenômeno durou mais umas poucas horas, sem que, naquele
momento, pudéssemos tirar qualquer
conclusão, a não ser a de que era inexplicado.
Considerando os meus conhecimentos sobre a topografia do local, passamos
a discutir, aventando e eliminando hipóteses. A primeira hipótese sugerida é
a de que tratava-se simplesmente de uma casa no local, imediatamente
descartada; ali não se constrói, por ser área de preservação, já fazendo
parte da reserva Itatins-Jureia, além
de ser um local de inteiro conhecimento deste autor, não existindo ali construções.
Outra possibilidade levantada para se tentar explicar o fenômeno luminoso
observado era o de que tratava-se de caçadores no local, também descartada. A
Serra tem suas encostas muito íngremes e totalmente cobertas de densa vegetação,
não havendo qualquer local onde alguém pudesse simplesmente andar com uma luz
daquela intensidade de um lado para o outro, para cima e para baixo, sem estar
escondido dentro da mata, vez que a movimentação ali se faz apenas por picadas
abertas sob as árvores (a luz simplesmente pairava, sem qualquer movimento
abrupto, por sobre as copas das
arvores ) . Entretanto, a própria característica da luz nos fez descartar as
possibilidades anteriormente mencionadas, de ter sido um fenômeno produzido por
intervenção humana. Do local onde estávamos, podíamos observar um poste de
iluminação da propriedade, abaixo de nós e a uma distancia de mais ou menos
800 metros. Este poste tem uma lâmpada de 200 watts, sendo muito clara. O fenômeno
, apesar de estar no dobro da distância em que o observávamos, apresentava
luminosidade quase tão intensa quanto aquela luz do poste, descartando
possibilidade de ser uma interpretação errônea de luz de lampião ou
lanterna, já que inexiste qualquer possibilidade de luz elétrica naquele
local, além do que, se fosse uma lanterna ou lampião, ainda que muito
potentes, a distância em que nos encontrávamos faria a luz parecer apenas um
pequeno ponto, o que, evidentemente, não foi o que observamos . Cumpre
salientar que fizemos as observações auxiliados pelo uso de binóculos de
grande aproximação.
Fenômeno semelhante já havia sido testemunhado naquele local pelo autor
e por seu pai, no mês de janeiro deste ano, onde duas esferas luminosas, uma
maior e outra menor, pairavam e faziam evoluções naquele local até
simplesmente desaparecerem.
A casuística de fenômenos deste tipo ( avistamentos de luzes, chamadas pelos moradores da região de “ Mãe d'ouro “, ovnis e até criaturas estranhas ) é muito rica em toda aquela região, merecendo, sem dúvida, atenção especial por parte dos pesquisadores do assunto. Os integrantes do GEUBS estão analisando todas as informações coletadas, tendo, até o momento classificado o fenômeno luminoso observado na vigília de 20 de maio como inexplicado...Mais um para os arquivos da rica casuística do litoral sul paulista.
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