UFO’s “NO AR”...
(texto de Rodrigo Branco)
 

A Música auxiliando na divulgação e conscientização do fenômeno ufo. 

É fato para todos nós, que os ufos, são uma realidade no dia a dia do ser humano e que isso só não vê, aquele que se nega a ver.

Desde tempos imemoráveis o homem se depara com esses enigmáticos objetos voadores e seus tripulantes, e como faz com tudo aquilo que de alguma forma interfere em sua vida, o homem expressa esses encontros cósmicos em sua arte, por mais primitiva que ela seja ou tenha sido.

Muito antes de inventar a escrita ou mesmo de possuir uma linguagem articulada, o homem já retratava ufos e seres espaciais em seus desenhos e a prova disso está espalhada pelo mundo afora, em rochas e paredes de cavernas.

Com o passar do tempo o homem foi evoluindo e sua arte foi se refinando, mas os ufos continuavam lá, seja em bonecos de barro ou placas de argila, por exemplo.

Mesmo depois de se organizar como sociedade, o homem continuou a inserir os ufos em suas obras,  isso podemos constatar nos livros sagrados dos mais diversos povos, desde os mais antigos, como o Baghavad Gità, com seus Vimanas (N. do R.: espécie de veículos voadores, citados no livro), até outros mais recentes, como a Bíblia, dos Cristãos, cheia de relatos de carruagens aladas e nuvens de fogo que contatavam determinados homens em cima das montanhas.     

Nos séculos seguintes a vinda daquele que alguns julgam ser o mais famoso de todos os extraterrestres da história, os ufos continuaram a marcar presença na vida do homem e mais uma vez ele buscou a arte para expressar suas visões e fez isso em quadros, tapetes e livros, entre outros, alguns bastante conhecidos no meio ufológico .

Já no século vinte, quando o fenômeno assumiu a mídia, a coisa não poderia ser diferente e novamente os ufos invadiram a vida das pessoas através da arte, e isso ficou mais evidente no cinema, onde um “sem número” de filmes abordando o tema, fizeram uma verdadeira lavagem cerebral em muitas pessoas que passaram a ver o fenômeno com outros olhos.

Também a música, como uma das maiores formas de expressão do homem atual, não deixou passar em branco o assunto. Da música pop ao mais agressivo rock, podemos encontrar muitas citações ao fenômeno ufo, tendo esse último estilo uma grande afinidade com o assunto, já que se trata, em muitos casos, de música de contestação, muitas vezes marginalizada, assim como a ufologia.

Não é preciso muito esforço de memória para lembrar algumas músicas de sucesso, ou não, que falam velada ou abertamente sobre ufos. Desde o pop inocente de grupos como Kid Abelha, cujo refrão de um de seus primeiros sucessos diz; “.... esperando um disco voador.... Tá voando sobre o mar/ Mudando de lugar/ Querendo me levar/ P’ra outro mundo....”, até o rock quase inaudível de grupos de thrash/death metal, como os americanos do Slayer que abordaram o tema ufos em seu trabalho.

Agora, fica a pergunta, estaria Paula Toller, a vocalista do grupo acima citado, relatando um contato real ou até uma abdução por seres extraterrestres quando canta o tal refrão, ou teria sido tudo fruto da imaginação do compositor ?

Dúvidas a parte, o fato é que o pessoal do pop nos anos oitenta era realmente ligado ao assunto. Peguemos o guitarrista e cantor Lulu Santos como exemplo. No início de sua carreira, Lulu fez parte de uma banda chamada “Vimana”, junto com outros famosos do nosso pop rock, como Lobão e Ritchie.

Mais recentemente, Lulu emplacou o sucesso “Hiperconectividade”, onde podemos ouvir a frase “....acho que dessa vez eu vi algo que estava parado e que se moveu....” ou ainda “...Você vem do futuro/ Eu te espero bem aqui...”.  

Teríamos aqui um hipotético contato com viajantes do tempo ?

É pouco provável, mas a verdade é que músicas como essa povoam a mente das pessoas, fazendo com que muita gente pare para refletir sobre assuntos que jamais lhe haviam ocorrido. 

O maluco beleza e os discos voadores

ssa relação dos músicos com os ufos, não era novidade, ela já rolava nas décadas anteriores, quando Rita Lee e os Mutantes já discutiam o tema, sendo que Rita até hoje em suas entrevistas faz questão de citar os diversos contatos que teve com o fenômeno. Aliás, é dela a frase; “Um tal de Raul Seixas vai de descer em um disco voador”.

 Como era de se esperar, Raul foi o artista que mais falou a respeito dos ufos. Em toda sua obra podemos encontrar diversas músicas abordando o tema, seja de forma explícita ou “nas entrelinhas”.

Em “O messias indeciso”, nem todos entenderam o que ele quis dizer com; “...nas luzes do arrebol/Quantos segredos terá...”.  Raul estava claramente se referindo aos ufos, pois “arrebol”, é o mesmo que céu ou firmamento.

Já em “S.O.S.” ele fala p’ra quem quiser ouvir “Ôo seu moço do disco voador/ Me leve com você/P’ra onde você for...”, mas comete o erro da ufolatria quando canta “Andei rezando para totens e Jesus/Jamais olhei p’ro céu/Meu disco voador além...” e volta a dar sinal de lucidez quando diz “...e nas mensagens que nos chegam sem parar/Ninguém pode notar/Estão muito ocupados p’ra pensar...” 

Raul sabia das coisas e sempre nos dava provas de saber “algo mais”, como em “Ouro De Tolo”, quando ele clama indignado “....eu é que não me sento no trono de um apartamento/ Com a boca escancarada cheia de dentes/ Esperando a morte chegar/ Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais/ No cume calmo do olho que vê/ Assenta a sombra sonora de um disco voador...” ou em “Que luz é essa ?”, quando pergunta;  “Que luz é essa que vem vindo lá do céu ?/ Brilha mais que a luz do sol...” e continua, nos fazendo refletir; “Vem trazendo a esperança/ P’ra essa terra tão escura/ Ou quem sabe a profecia das divinas escrituras/ Quem é que sabe o que vem trazendo esse clarão/ Se é chuva ou ventania, tempestade ou furacão/ Ou talvez alguma coisa que não é nem Sim nem Não...”. Ainda nessa mesma música ele profetiza; “É a chave que abre a porta/ Lá do quarto dos segredos/ vem provar que nunca é tarde/ vem provar que é sempre cedo....”.

Raul transcendia a disputa entre ciência e misticismo, ele ia além, como em “Geração da Luz”, onde disse; “...Quando algum profeta vier lhe contar/ Que o nosso sol tá prestes a se apagar/ Mesmo que pareça que não há mais lugar/ Vocês ainda tem a velocidade da luz para alcançar...”. Ou seja apesar de ser extremamente místico, ele sabia da importância da ciência e da necessidade da tecnologia.     

Ainda na recente música pop, podemos citar W/Brasil, música de Jorge Benjor, que fez imenso sucesso em todo país. Nessa música encontramos a frase “...cuidado com o disco voador...”. Estaria Benjor alertando as pessoas do perigo de serem abudzidas ? Mais uma vez é pouco provável, na verdade o tal “disco voador” da música é uma gíria usada nos morros cariocas para se referir à polícia. Aqui vemos mais um exemplo interessante, onde os ufos de tão arraigados ao folclore popular acabaram virando adjetivo, na forma de gíria. 

Outro exemplo claro de relato de ufos na música popular brasileira é “London London”, de Caetano Veloso e regravada pela grupo RPM no final dos anos oitenta. Nessa música podemos ouvir no refrão a frase “.... ho, my eyes/Are looking for flying soucers in the sky”, ou seja “meus olhos estão olhando disco voadores no céu”.

Se pegarmos exemplos em inglês, a coisa complica, pois são milhares as citações, em músicas de centenas de bandas, principalmente de rock.

David Bowie, por exemplo, fez muito sucesso nos anos 60 com o personagem Ziggy Stardust, uma espécie de et andrógino, que parecia ter saído de algum filme b.  

As bandas dos anos sessenta e setenta em geral eram chegadas ao tema, tanto que recentemente foi lançado “Remasters”, uma coletânea dos maiores sucessos do grupo Led Zeppelin que trás na capa uma linda figura desenhada em uma plantação na Grã – Bretanha. É claro que estamos falando dos famosos “círculos ingleses”. E mais uma vez o inconsciente das pessoas recebe informações relativas ao fenômeno ufo, sem ao menos se dar conta. Muitos jovens se surpreendem ao ver pela primeira vez, uma foto dos círculos ingleses, pois na verdade já haviam se deparado com aquele “negócio estranho” na capa do cd do “Led”.

Outro grupo que fez bastante sucesso nos anos setenta, foi o

“UFO” ...

E os exemplos não param, como já foi dito até bandas que fazem um som quase inaudível, conhecido como death metal, são ligadas ao fenômeno ufo. Essas bandas que normalmente são discriminadas, tidas como adoradoras do demônio por fazer um estilo agressivo de música e falar de assuntos repugnantes para a grande maioria, muitas vezes contam com excelentes músicos, pessoas inteligentes que tem a mente aberta para falar dos mais diversos assuntos. É o caso do Hypocrisy, banda que freqüentemente aborda o fenômeno ufo, e que batizou um de seus últimos álbuns como  “Abducted” ou “abduzido”,  cuja segunda música chama – se “Roswell 47”. Precisa dizer mais ?

Como vemos, os exemplos são os mais diversos possíveis, e o que fica disso tudo é o fato de que a música, assim como as outras manifestações artísticas do ser humano vem contribuindo para que o fenômeno ufo esteja constantemente na mente das pessoas, fazendo com que essas percam o medo que gira em torno do assunto e ajudando a preparar a humanidade para aquele momento que todos nós  esperamos, o momento em que a verdade será finalmente revelada.            

                                     

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