Casuística ufológica em Cubatão
Texto
de Roberto Luis Rabelo
Nos últimos 20 anos tenho trabalhado
na Cidade de Cubatão em uma das inúmeras indústrias químicas daquele município
e para minha surpresa, descobri que esta é uma das mais ricas cidades em casos
envolvendo OVNIS de todo o litoral paulista.
Por ser um tipo de trabalho
razoavelmente especializado, convivemos com inúmeras
pessoas que já trabalharam em outras indústrias e algumas destas, de
uma forma ou de outra já tiveram alguma experiência relacionada
ao assunto.
Tive a oportunidade de presenciar
junto à alguns colegas de trabalho alguns fenômenos extraordinários, e até
mesmo descobri um caso de uma provável abdução do pai de um colega, (que
inclusive ainda trabalha conosco), há muitos anos atrás.
Existem inúmeras estórias
relacionadas ao assunto, tentarei condensar duas delas nestas poucas linhas.
Um caso clássico da cidade e que foi
pesquisado pelo Grupo Ufológico do Guarujá, refere-se à uma possível queda
de um objeto voador não identificado por volta de 21:00 hs do dia 15 de
fevereiro de 1976, fato presenciado por uma família sendo o pai um militar do
exército. O objeto em questão fez várias manobras aéreas e em dado momento
mergulhou em direção a um pântano existente junto á estrada de ferro
santos-jundiaí, os presentes acionaram o corpo de bombeiros juntamente com o
pelotão de choque do 6.ºBPM e a base aérea, (na época ALA 435) , que enviou
um helicóptero para auxílio nas buscas, por julgarem tratar-se de um caso de
queda de aeronave.
As buscas terminaram no dia seguinte
sem resultados, mas um boletim de ocorrência do corpo de bombeiros foi
elaborado, (BO-195), e não houve queixa de desaparecimento de nenhuma aeronave
civil ou militar naquela época, apesar de existirem notícias que uma área do
pântano foi isolada e mergulhadores trabalharam no local durante as buscas.
Em junho deste ano, mais precisamente no dia 21, estávamos
no turno da noite, (00:00 X 08:00 hs), quando fui surpreendido por um telefonema
de um dos nossos colegas de trabalho às 00:55 hs, o qual estava bastante eufórico,
“corre aqui no ETA – estação de tratamento de água - que está acontecendo alguma coisa no céu”, dirigi-me
para o local e consegui presenciar o final da primeira aparição juntamente com
três pessoas que já estavam no local.
Por trás de uma das torres de
eletricidade sobre o morro que circunda a companhia, vimos impressionados
centenas de flashes brancos que em grande velocidade espoucavam, dando inclusive
a impressão de problemas com a torre de alta tensão, olhávamos então para a
direção norte, e o fenômeno durou alguns segundos, já que eu havia chegado
após o início desta primeira aparição, era uma noite limpa com poucas nuvens
e pude constatar o aparecimento de quatro esferas vermelhas após os flashes,
uma por cima do local dos flashes e três por baixo em formação de triângulo
e na mesma direção da superior.
Subimos no ETA para tentar
identificar o que estava ocorrendo quando um pouco mais para leste e
aproximadamente três minutos após, voltou a aparecer o objeto, era enorme, seu
comprimento era bastante superior ao dos braços da torre de alta tensão, mesmo
porque estava por detrás desta, e nós observava-mos à mais ou menos 2000
metros de distância, acenderam primeiro as luzes vermelhas já descritas e
entre elas começaram os flashes, no momento em que estes cessaram saiu do local
onde estes flashes ocorriam, uma bola de luz amarelada, que voou para o leste em
grande velocidade.
O colega que estava comigo descia a
escada de marinheiro, que dá acesso à laje da ETA onde estávamos, quando
ocorreu a terceira aparição, idêntica às outras, mas um pouco mais para o
leste. Após a terceira aparição pude constatar um tipo de estrutura entre as
quatro esferas vermelhas, de forma triangular e cor aparentemente âmbar, mas não
posso afirmar com exatidão pois as luzes vermelhas eram muito tênues e a única
fonte de luz naquela área, era a dos flashes
do objeto.
Um dos presentes contatou a
concessionária de energia e nenhuma anormalidade foi registrada por estes.
Foi aventada a hipótese de um balão, mas ao analisarmos
as condições meteorológicas no momento, –
existe este
serviço na fábrica- , a direção e velocidade do vento não justificavam a
trajetória e velocidade do objeto, o
tamanho foi outro fator que nos fez abandonar esta hipótese, pois este objeto
aparentava ser maior que um campo de futebol e com trajetória ascendente.
Outros casos por mim estudados ou
presenciados, serão descritos em uma próxima oportunidade.
![]()